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Pontos de Luz: Hias implanta ambulatório para acompanhamento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual
Sex, 01 de Abril de 2022 14:00

As crianças e os adolescentes são atendidos por uma equipe multiprofissional

Com o objetivo de oferecer um acompanhamento contínuo para as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual atendidas na emergência, o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), passa a contar com o Ambulatório Ponto de Luz, cujo funcionamento iniciou no último dia 3 de março. O Hias integra, desde maio de 2021, a Rede de Atenção a Mulheres, Adolescentes e Crianças com assistência emergencial multidisciplinar 24 horas.

O serviço é voltado, exclusivamente, para pacientes encaminhados pelo Centro de Emergência Pediátrica (CEP), onde tiveram primeiro atendimento. As consultas serão realizadas às quintas-feiras, das 13h às 17h, quinzenalmente, no ambulatório Vânia Abreu.

De acordo com a coordenadora do Serviço Social do Hias e responsável pela aplicação do programa Pontos de Luz na unidade, Luna Celedônio, as crianças e os adolescentes são atendidos por uma equipe multiprofissional. O objetivo é fazer um monitoramento sistemático dos casos, evitando que as famílias percorram vários espaços distintos para conseguir o tratamento adequado.

“Com a implantação do ambulatório, nossa ideia é tentar concentrar o atendimento desses pacientes em uma única instituição para que seja garantido todo o acompanhamento terapêutico e psicossocial necessário para esses indivíduos”, reforça Celedônio.

Estatística

Nos últimos dois anos, 98 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual foram atendidas no Centro de Emergência Pediátrica do Hias. Destes, 74 receberam assistência só em 2021. O aumento pode ser explicado pela implantação, em maio do ano passado, do programa Pontos de Luz no hospital, que veio para auxiliar na proteção, no acolhimento, na orientação e para oferecer o apoio necessário em tempo hábil às vítimas de violência, bem como na prevenção de novas situações de agressão.

Outro fator relevante para o crescimento de 308% no número de atendimentos entre 2020 e 2021 é o possível aumento das violações de direitos derivadas das mudanças causadas pela pandemia de covid-19.

Em relação ao perfil dos pacientes assistidos no CEP em 2021, 59 foram do sexo feminino (80%) e 15 do sexo masculino (20%). A faixa etária de maior concentração de crianças e de adolescentes vítimas de violência sexual no ano passado foi de 6 a 11 anos, com 30 casos contemplando 40,5% do total. Já os adolescentes entre 12 e 17 anos representaram 33,8%, com 25 casos; e a faixa etária de 0 a 5 anos com 19 ocorrências (25,7%).

No que diz respeito à escolaridade, dados indicam que a maioria das crianças e adolescentes atendidas pelo Ponto de Luz em 2021 estava cursando o Ensino Fundamental, totalizando 54,05%. Os não identificados e os fora da idade escolar somaram 37%, perfazendo um total de 28 casos. Apenas dois já haviam concluído o Ensino Fundamental e um tinha o Ensino Médio incompleto. Das vítimas registradas, 70% residem em Fortaleza, 10% na Região Metropolitana (excluindo a Capital) e 18,92% foram pacientes provenientes do interior do Estado.

Protocolo de atendimento

Por meio da Rede Pontos de Luz, iniciativa da Sesa, as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual têm recebido atendimento imediato com acolhimento, profilaxias de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV/aids, contracepção de emergência, além de orientações sobre a rede de segurança e proteção social. No Hias, há um protocolo formal que abrange todas essas especificidades e proteção de direitos durante este cuidado.

Rede de Atenção a Mulheres, Adolescentes e Crianças

Além do Hias, integram a Rede de Atenção a Mulheres, Adolescentes e Crianças os hospitais Geral de Fortaleza (HGF) e Geral Dr. César Cals (HGCC), em Fortaleza, e Regional Norte (HRN), em Sobral, todos equipamentos da Sesa. A Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac) e o Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana, na Capital, e a Policlínica Dra. Márcia Moreira de Menezes, em Pacajus, também fazem parte da Rede.

O Hias, o HGF, o HGCC, a Meac e o Gonzaguinha de Messejana oferecem desde o atendimento de urgência até o segmento psicossocial. No HRN, é realizada toda a assistência emergencial necessária, sendo posteriormente feito o encaminhamento para o ambulatório, com suporte médico, psicológico e de assistência social nas Unidades Básicas de Saúde do município onde o paciente reside. Na Policlínica Dra. Márcia Moreira de Menezes, em Pacajus, é prestada assistência psicossocial às vítimas dos municípios consorciados após atendimento em uma das unidades de referência.

 

Assessoria de Comunicação Hias
Texto e fotos: Erika Mavignier

 
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