Aleitamento materno é tema de série de reportagens
Seg, 17 de Agosto de 2020 20:42

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Mais do que um alimento, o leite materno representa um elo entre mãe e filho. O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) realiza ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Atualmente, as unidades da rede estadual contam com nove bancos de leite, 14 postos de coleta e 16 salas de apoio à mulher trabalhadora que amamenta, todas certificadas pelo Ministério da Saúde (MS). Em agosto, mês de conscientização sobre a importância da amamentação, preparamos a série “Amamentar vale ouro”. Na primeira das cinco reportagens, você vai conhecer as histórias de Kelyne e Grislândia, mulheres que tiveram, em comum, o desafio de amamentar em meio a dificuldades.

Amamentação: quando a dúvida e o medo se transformam em cuidado e amor

Preocupada com a saúde do filho Bernardo, que apresentava sangramento na boca, Kelyne dos Santos Oliveira, 36, foi ao Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) em abril deste ano. Os exames mostraram que a criança estava saudável e que o problema, na verdade, vinha de uma fissura existente no seio da mãe. Observando isso, os profissionais de saúde da unidade aconselharam a promotora de vendas a procurar o Banco de Leite Humano. Foi uma ajuda essencial. “Deu tudo certo. Fui orientada sobre como realizar a amamentação, como o bebê fazer a ‘pega’ e até hoje ele mama bastante. Ele está forte, bonito e gordinho”, comemora.

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A preocupação de Kelyne com a própria saúde somou-se ao fato de o filho ter dificuldade para conseguir amamentar direito. Com o incentivo das profissionais do Banco de Leite Humano do Hias, ela encontrou forças para continuar suprindo o bebê com o alimento. Satisfeita com o atendimento recebido, ela recomenda: “Se alguém tiver dificuldades, como eu, procurem o Albert Sabin, sem dúvidas”.

Antônia Grislândia Lessa, de 33 anos, teve dificuldades para amamentar a primeira filha. Sem orientação, acabou desistindo e optando por outras alternativas. Ao perceber os benefícios da amamentação, resolveu não repetir o erro com o segundo filho, José, que nasceu no Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA).

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“Eu pesquisei muito, busquei muito. Mas estudar é diferente da realidade. Então, decidi ter meu filho aqui e estou muito satisfeita, muito feliz com tudo. Sonhava em poder amamentá-lo”, disse a professora de Paraipaba, a 93 km de Fortaleza, que, após participar de palestras e receber orientações individuais sobre amamentar, pode desfrutar do momento com o bebê.

Amamentar vale ouro

Segundo a enfermeira obstétrica e coordenadora do setor de maternidade no HMJMA, Ana Kagia Biaesek, no que se refere à amamentação, os medos e as dificuldades entre as mães são mais comuns do que se imagina. “Amamentar não é fácil. Trata-se da destreza ao segurar o bebê, de posicioná-lo corretamente. Dói quando o bebê suga e, quando o leite está descendo, dói a mama, que pode ficar endurecida, além de inflamar e causar sofrimento. Por isso, orientação e cuidado são muito importantes”, explicou.

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A vontade de Kalyne de desistir da amamentação também é natural, como explica Ana Kagia. “A mãe tem que ter uma determinação, se agarrar ao amor materno e manter amamentação exclusiva nos primeiros seis meses desse bebê. É a isso que a gente se dedica aqui na maternidade, estamos sempre nessa luta diária”, destacou.

O processo de amamentação oferece uma série de benefícios para o bebê e para a mãe. “Favorece o vínculo mais íntimo entre mãe e filho, estabelecendo laços afetivos ao longo de toda vida; auxilia na prevenção de algumas doenças, como câncer de mama, ovários, diabetes tipo 2; ajuda a mulher a voltar a sua performance mais rápido, aumentando o intervalo entre os partos. Ou seja, faz bem à saúde da mulher, aumentando a sua autoestima e autoconfiança”, ressaltou Erandy de Freitas, coordenadora do Banco de Leite Humano do Albert Sabin.

Estrutura

O Banco de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin realizou uma média de 105 atendimentos por mês em 2020. Além disso, o setor arrecada doações de leite materno para alimentar cerca de 42 bebês acolhidos no setor de neonatologia da unidade. O Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar tem 23 leitos de maternidade para atender as mamães e 10 leitos de médio risco para os bebês que necessitarem de cuidados especiais. A unidade conta, ainda, com um posto de coleta de leite humano. O atendimento humanizado, buscando sempre a tranquilidade das pacientes e dos filhos, faz parte da rotina do espaço. “A mãe estando tranquila, a amamentação torna-se tranquila. E isso fortalece a imunidade dos bebês, eles ficam bem alimentados e fortes. O leite e o amor das mães são tudo que eles precisam”, finalizou Ana Kagia.

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Texto: Diana Vasconcelos e Filipe Dutra
Artes gráficas: Jeorge Farias

 

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