Amor entre pais e filhos muda sonhos e transforma vidas
Seg, 12 de Agosto de 2019 11:18

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No próximo domingo, 11 de agosto, celebra-se o Dia dos Pais. No Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Estado do Ceará, é possível encontrar pais que abriram mão de sonhos para cuidar dos filhos e fizeram da nova vida um aprendizado.

A pequena Maria Eduarda, de nove anos, é acompanhada pelo Hospital Infantil Albert Sabin desde bebê. Nascida com o mesmo problema genético que o pai dela, o radialista Damião Pereira de Almeida, a menina não cresceu em altura tudo que a idade permite. Em 4 de agosto, por recomendação da ortopedia do Hias, foi submetida a um procedimento cirúrgico. “Eu que acompanhei, é minha filha. Acompanhei também todas as consultas. É justo, minha esposa fica em casa, descansando, e venho com ela” afirmou Damião.

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Maria Eduarda teve de fazer o alongamento dos dois fêmures, para evitar problemas mais graves de coluna. A família mora em Jijoca de Jericoacoara e vem ao Hias regularmente. “No começo pensei que não fosse aguentar vir, sou muito chorão, muito emotivo. Mas sou o pai, tenho responsabilidades e me sinto muito mais próximo da minha filha agora”, contou.

Damião pôde, na última quarta-feira (7), conhecer os outros pais que acompanham filhos no Hias e participar de um café da manhã preparado especialmente para eles, em celebração ao Dia dos Pais. “Foi bom conhecer (outros pais). Pena que ainda somos poucos aqui”, ressaltou.

Para acompanhar o tratamento do filho, Robério Vieira Abrantes mudou de cidade e também de emprego. “Larguei meu emprego, deixamos nossa casa, pedimos ajuda e viemos morar perto do Albert Sabin. Faço tudo pelo meu filho”, disse o hoje funcionário da equipe de limpeza do Hias.

Naturais de Tauá, município localizado a 337 km de Fortaleza, Robério, a esposa e os dois filhos decidiram mudar-se para a capital cearense há quase 10 anos, logo após o nascimento do caçula, Robert. Com paralisia cerebral, a criança teve algumas sequelas ocasionadas pelo problema de saúde. “Passou oito meses internado. Fez traqueostomia e gastrostomia. Mas aí o hospital nos deu a chance de levar nosso filho para casa, mas pelo PAD (Programa de Assistência Domiciliar)”, disse.

No início do tratamento, a família passou a viver do benefício recebido por Robert e dos picolés vendidos nos arredores do hospital. Até que um dia, há sete anos, Robério passou a trabalhar como zelador. “Valeu a pena. Nenhum pai quer ver rum filho assim. Hoje me emociono de alegria por chegar em casa e ver ele bem”, contou.

Diálogo como médico e pai

A paternidade também está do outro lado do atendimento do Hias. O pneumologista pediátrico Bernardo Júnior, por exemplo, afirma ter evoluído como médico após ter se tornado pai. “Eu tenho três filhos, hoje sinto que além de consultar, oriento e converso muito mais com os pais, sobre tudo, evolução dos filhos, o que assistem, como se alimentam. Porque sei como eles se sentem”, disse Bernardo que atua no Albert Sabin desde 2004, quando entrou na residência médica da unidade.

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Além do amor aos filhos, um fator unânime entre os três pais é o tempo dedicado a eles. “Sempre que tenho tempo livre é com eles, no fim de semana a gente sempre passa tempo juntos, ver um filme conversar”, disse o médico pediatra, destacando o convívio familiar fundamental para o fortalecimento dos laços com os filhos.




 

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