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Arboviroses: cuidados reforçados com crianças e adolescentes
Qua, 29 de Janeiro de 2020 12:27

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O início das quadras chuvosas coincide com o reforço do combate às arboviroses, como são classificadas doenças como dengue, zika e chikungunya. Para as crianças, elas geram mais riscos: logo, os cuidados devem ser reforçados.

“As crianças estão ainda desenvolvendo sua imunidade, o que pode representar maior suscetibilidade às arboviroses”, explica Adriana Melo, pediatra do Centro de Emergência do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Estado do Ceará. O hospital registrou, em 2019, atendeu 1020 pacientes notificados com este tipo de doença, sendo 513 com dengue, 211 com zika e 296 com chikungunya.

Crianças de 0 a 6 meses devem, ao dormir, usar mosquiteiros e, durante o dia, é preciso usar agasalhos que cubram a maior parte do corpo, para evitar a ação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras arboviroses. “Não se deve usar repelentes, pois as substâncias contidas por eles não são adequadas a crianças desta idade”, reforça a médica.

Para gestantes, a atenção deve ser ainda maior. “É preciso tomar as precauções necessárias para evitar a picada do mosquito e, assim, ser contaminado pelo zika, que pode causar uma série de complicações neurológicas nos bebês, como a microcefalia”, ressalta Adriana,

Atenção aos sintomas

Independente da idade, todos devem estar atentos aos sintomas. A pediatra do Hias explica que, no caso da dengue, os mais comuns são febre alta, dor no corpo (muscular e/ou articulações), dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções na pele.

Já a chikungunya, além da febre intensa, causa dor, principalmente nas articulações, podendo ocasionar ainda lesões na pele. Em bebês, especialmente no primeiro ano de vida, também é comum o surgimento de lesões que lembram queimaduras.

O Zika vírus tem a manifestação mais discreta entre as três arboviroses: febre geralmente baixa, manchas no corpo e mal estar são alguns dos sintomas. Os maiores problemas ocasionados pelo vírus são as possíveis sequelas. Entre elas, a síndrome congênita do Zika, síndrome que afeta bebês ainda durante a gestação, caso a mãe venha a contrair o vírus. A criança pode nascer com microcefalia e outras complicações.

Assessoria de Comunicação do Hias
Repórter: 
Filipe Dutra
Arte gráfica: Arthur Sousa

 

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