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Coordenadora do serviço de oncologia do Albert Sabin fala sobre diagnóstico do câncer e acesso ao tratamento
Ter, 01 de Outubro de 2019 08:00

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O Centro Pediátrico do Câncer (CPC) do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Ceará, é referência no diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil no Norte e Nordeste. Atualmente, acompanha 450 pacientes em quimioterapia e mais de mil e quinhentos no “Ambulatório da Cura”, espaço onde os pacientes curados são acompanhados por mais 10 anos, após término do tratamento.

Finalizando a campanha Setembro Dourado, mês de conscientização do câncer infantojuvenil, a coordenadora médica do serviço de oncohematologia do Hias/ CPC, a oncohematologista Selma Lessa de Castro, conversou conosco sobre o Programa do Diagnóstico Precoce do Câncer na Infância e Adolescência e explicou como ter acesso ao diagnóstico e tratamento disponibilizado pelo Hospital Infantil Albert Sabin.

- Em caso de suspeita de câncer na infância e adolescência, como é possível ter acesso ao tratamento no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias)?
A família deve se tranquilizar porque, em todo o Estado, nós (Equipe do Hospital Infantil Albert Sabin) já temos uma rede de pessoas ligadas a saúde. Agentes de família, agentes de saúde, enfermeiros, médicos das macro e microrregiões e também da capital, estes profissionais vem sendo treinados pelo Programa do Diagnóstico Precoce do Câncer para identificar e suspeitar da doença já nos primeiros sinais. Então, eles nos encaminharão esses pacientes e nós temos porta aberta para receber essas crianças.

- O que é o Programa do Diagnóstico Precoce do Câncer na Infância e Adolescência?
Nós sabemos que, se diagnosticado precocemente, o câncer infantil tem até 75% de chance de ser curado. E foi com base neste dado que a Associação Peter Pan, em parceria com o CPC e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA), formalizou o Programa de Diagnóstico Precoce do Câncer na Infância e Adolescência em 2009. O programa permite que oncologistas pediátricos do Albert Sabin capacitem outros profissionais da saúde para perceberem os primeiros indícios da presença do câncer infantil e, desta forma, encaminhar rapidamente para tratamento. Isso foi criado porque a gente via que tinha muita criança do interior que demorava a chegar aqui. Quando chegavam, chegavam tardiamente. Então, esse menino que tinha 75% de chance de cura, passou a ter 40% ou 50%. Desde a implantação do programa conseguimos ter 70% de cura.

- De que forma funciona o atendimento da criança e adolescente com suspeita de câncer no Albert Sabin?
Nós, do Albert Sabin, entendemos que uma criança com suspeita de câncer não pode esperar uma semana ou 10 dias por uma consulta. Nós temos um ambulatório de portas abertas, manhã e tarde, de segunda a sexta, aqui no Centro Pediátrico do Câncer (CPC) do Hias, para toda criança ou adolescente com suspeita de câncer. Além disso temos a emergência 24 horas, recomendada para aquela criança que tem a suspeita e que não está bem, não pode andar, está com dor, ou febre, ela vem para emergência que está aberta todos os dias. São para esses atendimentos também que a rede de saúde vai encaminhar, porém, o paciente já vem referenciado.

- De que sintomas ou sinais as famílias devem suspeitar?
Antes de tudo, a família deve se tranquilizar porque Estado e Município têm uma rede muito grande e todos os cidadãos têm acesso a essa rede. E, no geral, os sinais e sintomas de câncer se confundem com sinais e sintomas de outras doenças. Doenças reumáticas, anemia. Uma barriga crescida pode ser verme, ou tumor. Então, o primeiro passo é procurar a rede, porque se a criança está com febre alta e dor no corpo, dentro de três dias aquilo se resolve. Mas, se a febre vai e volta, não cede, tem cansaço prolongado, dor no corpo, a gente não pode achar que é apenas uma virose.

Sobre as famosas manchinhas roxas, podem ser uma pancada, mas se é acompanhado de outro sintoma e/ou são frequentes, aquilo tem de ser examinado. Um hemograma simples, com resultado no mesmo dia, já descarta muita coisa. Muitas crianças, inclusive, são encaminhadas porque extraiu um dente e não para de sangrar. Os sinais são diversos e podem ser notados pelos mais diversos profissionais de saúde. Então, a procura pela rede de saúde é importante.

- Mas se a família desconfiar que o filho ou filha têm a doença e, por algum motivo, não tem acesso a rede, ela pode procurar diretamente o Hias?
Se a família não tiver acesso a uma UPA ou Posto de Saúde para tirar as dúvidas, pode nos procurar diretamente. O deslocamento até Fortaleza é um inconveniente, inclusive, a maioria das crianças que vêm com suspeita de câncer, não é câncer. Mas tirar a dúvida se faz necessário. Caso o diagnóstico se confirme, o paciente já fica aqui e inicia o tratamento. Se não se confirmar, já tranquilizamos a família e encaminhamos para o atendimento correto, podemos até diagnosticar outras doenças.

- O diagnóstico do câncer no Centro Pediátrico do Câncer leva quanto tempo para se confirmar, ou não, a doença?
Se for uma leucemia, 24 horas. Se for um tumor que precise de imagem, no mais tardar, em cinco dias a criança está com o diagnóstico porque a gente faz uma biópsia. Mas, vale ressaltar que, enquanto aguarda o resultado da biópsia, já preparamos a criança para iniciar o tratamento. Rins, fígado, coração, tudo tem que estar bem para início do tratamento. A criança tem de estar hidratada, toma medicação para verme e, se o tumor for grande, ela já toma medicação par destruir algumas células. No caso de leucemia, se no hemograma tem muitos leucócitos, já recebe o medicamento para destruir os leucócitos. Tudo isso para, quando ela começar a quimioterapia, ela estar preparada. Então, nesse período de espera pelos resultados, não perdemos tempo.

- Com relação a estrutura, o que Albert Sabin oferece para estes pacientes?
A estrutura do Albert Sabin hoje é quase 100%. O mielograma a criança faz no mesmo dia, temos tomógrafo, ultrassom, patologia, especialistas e cirurgiões das mais diversas áreas e também uma equipe multidisciplinar. Até porque médico sozinho não tem como tratar tudo, quando uma criança adoece, adoece a família. Então temos de ter o médico, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, terapeuta ocupacional, psicólogo, todos para cuidar do paciente e do entorno dele. Hoje, o Sabin reúne em todos os seus setores todas as condições para diagnosticar a criança e/ou adolescente e tratar o mais breve possível. Mas temos algumas metas, como realizar o transplante aqui. Atualmente nós encaminhamos o paciente para os centros transplantadores para fazer isso, damos todo o suporte, mas termos isso no Albert Sabin é um objetivo nosso. Por isso digo que é quase 100%.

- Como é a relação entre Albert Sabin e Associação Peter Pan?
É uma relação salutar, uma parceira importante para nós. O Centro Pediátrico do Câncer, um anexo do Hias onde essencialmente funciona o serviço de oncologia, foi construído e cedido pela Associação Peter Pan. E a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, por meio do Hospital Infantil Albert Sabin, é o grande provedor do serviço, promovendo o tratamento, equipamento, funcionários, medicação e manutenção. Essa parceria já existe há mais de 20 anos e vem se ampliando cada vez mais, hoje a Peter Pan já realiza 18 projetos sociais que nos servem de suporte.

- A oncologia do Albert Sabin só atende pacientes do Ceará?
Não. Não existe isso. Atualmente, já recebemos pacientes de todo o norte e nordeste do país. Temos paciente do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Pará, recentemente recebemos do Macapá. Hoje, temos mais de 20 pacientes de outros estados sendo tratados no CPC. Além daqueles de Fortaleza, Região Metropolitana e interior do Estado. São mais de 450 pacientes em tratamento, fazendo uso de quimioterapia.

Foto PeterPan Site Post Size

I Jornada Cearense de Oncologia e Hematologia Pediátrica
Com o objetivo de atualizar os profissionais da saúde a respeito das doenças onco hematológicas, o Hospital Infantil Albert Sabin, a Associação Peter Pan e a Sociedade Cearense de Pediatria (SOCEP) realizaram na última semana a I Jornada Cearense de Oncologia e Hematologia Pediátrica. O evento teve ainda parceria com a Cooperativa dos Pediatras do Ceará e Unimed Ceará.

É importante estar atento aos sinais e sintomas que crianças e adolescentes apresentam. A atenção dada durante estas fases pode ser determinante na identificação e tratamento de uma patologia. “Compartilhar conhecimento e práticas é fundamental para isso, a jornada nos trouxe um pouco disso. Da troca de experiências, além da atualização”, destacou Selma Lessa

 

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