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Identificar convulsões ainda cedo pode melhorar qualidade de vida
Qua, 06 de Fevereiro de 2019 16:02

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Aproximadamente 1% da população mundial sofre ou já sofreu com crises epiléticas. Crianças e adolescentes estão inclusos nesse percentual e os pais devem sempre estar atentos. “A maioria das crises não passam desapercebidas. Mas algumas são mais difíceis de detectar, como o espasmo infantil, que é em lactente, ou seja, em bebês, e muitas vezes se confundem com cólicas”, afirma André Pessoa, o neurogeneticista do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Estado do Ceará.

Os espasmos foram o que levaram a dona de casa Fernanda Araújo dos Santos a procurar auxílio médico para o filho Joaquim, então com dois meses de vida. “Eu tive uma gestação e parto tranquilos. Quando ele teve os espasmos, procurei logo um médico, eu não tinha ideia do que estava acontecendo”, fala.

Segundo Fernanda, a conclusão do diagnóstico não foi rápida. “Foi muito tempo investigando até descobrir que meu filho tem uma síndrome genética rara, a esclerose tuberosa, e que a convulsão era uma consequência”, diz. A esclerose tuberosa é uma doença rara que causa tumores benignos no cérebro e em outros órgãos, como rins, coração, olhos, pulmões e pele.

Há um ano em tratamento no Albert Sabin, Joaquim, hoje com quatro anos, chegava a sofrer com 20 convulsões por dia. Há pouco mais de um mês, iniciou tratamento com nova medicação que tem reduzido esse número para duas crises por dia. “Eu considero uma melhora de 100%. Meu filho tem atraso motor e cognitivo, mas ele consegue me compreender. E agora ele está se comunicando melhor, está mais estável, isso afeta a qualidade de vida dele e da família”, explica Fernanda.

Causas

Segundo o neurogeneticista André Pessoa, a epilepsia em si não é uma doença. Mas sim um conjunto de doenças que têm em comum a crise epilética. As causas são diversas, como sequelas por infecção no sistema nervoso (meningite), traumatismo, doenças metabólicas, genéticas benignas e genéticas malignas, as quais são os casos mais graves. No caso do Joaquim é genético e, no Albert Sabin, além do acompanhamento neurológico, ele tem atenção multidisciplinar.

Crises

Além dos espasmos em bebês, o neurogeneticista chama a atenção para outros tipos de crises que também podem ser confundidas. “Uma crise perigosa é a da ausência, aquela em que o indivíduo está falando e tem uma parada comportamental. Ele simplesmente para. A ausência infantil também acontece. Há ainda a crise do sono, em que a criança acorda assustada, sem falar, babando. É preciso ficar atento e procurar ajuda médica”, orienta.



Assessoria de Comunicação do Hias
Diana Vasconcelos
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